Faz calor
E eu debruçada na varanda,
Num canto luz fraca do abajour
Desenhando na penumbra a silhueta
Do meu corpo desnudo com glamour.
Imagino você chegar
Ali, naquele lugar e me agarrar
E por trás encostar seu corpo
Morder minha nuca e suspirar
E sem cerimônia me apertar
Aproveitando o corpo de suor
Escorrega em minhas costas o peito
Desliza em minha pele aveludada
Faz-me perder a cabeça em vagueio
Provoca-me reação pouco educada
E sem perder tempo
Inicia a tão desejada penetração
Ali mesmo na varanda devassada
E talvez com olhares da multidão
Que participa anônima dessa pegada
Me sinto fraca
Diante da força que me agarra
Fico completamente imobilizada
Impiedoso, aplica suas estocadas
Indo ao fundo levar sua gozada
E eu acompanhando
Sozinha me toco e alcanço o prazer
E lembro que você é só imaginação
Eu me expunha na varanda pelo prazer
De ter você dentro de mim jorrando paixão...











4 comentários:
Sarah! Posso te contar um segredinho? (rs)
Eu nunca fiz na varanda, mas em compensação, já dei e levei muitos amassos na janela... Foram amassos discretos, mas a sensação de poder estar sendo observada é indescritível.
Sua varanda deve ter muitas histórias, não é?
Excelente! Excitante! Adorei!
Beijos.
Não adianta! Não vou contar que, de vez em quando, transo com meu namorado na varanda do apartamento em que moro. Já fomos flagrados várias vezes. rsrsrs
Também não vou contar que já fizemos nas escadas, na cobertura entre as antenas e no play-ground. Só falta agora no elevador. rsrsrs
Lendo esse poema e lembrando das minhas facetas, chega a me dar calor...
Muito boa!
Ah, minha amiga Amélia Chaves! Janela pra mim já perdeu a graça (rsrsrs).
Adoro saber de "segredinhos". Me conta mais...
Sim, é indescritível esse prazer. Só mesmo quem já fez é que sabe.
Minha varanda não tem controle de acesso, mas se tivesse, sairia um livro dali. Tá louca, Mulher?!
Obrigada por me contar seu "segredinho". Juro que não conto pra ninguém (rsrsrs). Beijos no seu coração (longe da janela).
Maria (João e Maria), que legal!
Se não quer contar isso tudo, então não me conta (rsrs).
Eu não sei quantas vezes fui flagrada, mas não foram poucas, principalmente por aqueles voyeur que ficam por trás das cortinas de binóculos. Já nem ligo mais.
Ainda vou contar em versos as minhas experiências na escada, no elevador e na cobertura do prédio. Aguarde!
Beijos, querida lôca que nem eu (rsrsrs).
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